Sociedade de Defesa do Litoral Brasileiro

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A Sociedade de Defesa do Litoral Brasileiro - SDLB foi criada em maio de 1978. Formada por pessoas da sociedade civil, sua primeira luta foi defender os caiçaras moradores de Trindade (Paraty, Rio de Janeiro) da ação de uma empresa multinacional (Adela), que pretendia lotear a região. Esta obra provocaria grande impacto ambiental e expulsão da população tradicional.

Depois de muita pressão social, ação jurídica e esforço conjunto, conseguiu-se o afastamento da multinacional e o restabelecimento da paz na comunidade, através de acordo. Esta vitória tornou-se um marco no movimento ambientalista. Após esta etapa , a SDLB iniciou uma série de trabalhos, principalmente na região litorânea dos estados do Rio de Janeiro, com comunidades caiçaras, e São Paulo. Alguns de seus participantes atuam, hoje, em instituições governamentais e outras ONG's.

Na SDLB são desenvolvidos atualmente dois projetos principais: o "Projeto Alcatrazes", criado em 1989, e o "Projeto Ilhas Marinhas" voltado à conservação ambiental de ecossistemas insulares. Foram finalizados recentemente o "Levantamento Etnobiológico na Estação Ecológica de Juréia-Itatins", com financiamento do Biodiversity Support Program-WWF e o "Projeto Guará", financiado pela Ultrafértil, tratando do estudo das aves nos manguezais de Santos / Cubatão.

O "Projeto Alcatrazes" foi criado em defesa do arquipélago de mesmo nome situado no litoral norte paulista e vem procurando aprofundar e divulgar os conhecimentos científicos, inclusive no momento preparando livro a este respeito, além de tomar as medidas legais cabíveis para impedir bombardeios da Marinha do Brasil em sua natureza selvagem.

Para este objetivo de pesquisar e preservar Alcatrazes a comunidade científica tem se mostrado extremamente sensível, estando presente nas várias (30) expedições promovidas desde 1989. Estes estudos, num local de difícil acesso, só tem sido possíveis graças ao apoio de instituições públicas como a Cetesb, a Fundação Florestal e o Instituto Florestal, da SMA/SP, a Prefeitura de São Sebastião e o Ibama/SP, de ONG's como o Movimento de Preservação de São Sebastião-Mopress, a Pró-Juréia e a Oceanus Documentação Submarina, e de empresas como a MWM Motores, Banco Crefisul, Capri Barracas, Positivo Fotolab, Oleber Restaurantes e Integração Natureza - Produções.

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